* minha querida depois de tomar um banho gostoso durante uma manhã saindo do seu quarto para ir tomar café. Regina,uma das cuidadoras, está ajudando-a a andar.É muito difícil para mim começar a escrever esse post. Na verdade eu venho adiando por muito tempo. E ainda quero ser breve.
Ontem a minha mãe me disse que a minha avó estava indo embora,estava se despedindo. E por mais que eu saiba que é verdade e que a gente nasce para morrer, não consigo lidar com isso.
Os orientais lidam com a morte de uma forma tão tranquila e positiva! Eu vejo isso nos meus estudos budistas. É admirável. Li também OSHO , falando sobre a morte, dizendo que estamos vivendo e morrendo a cada instante. A própria respiração é um eterno viver e morrer. Quando inspiramos, vivemos.;ao expirar, morremos. As crianças quando nascem o que fazem?Inspiram. E os velhos quando morrem?Expiram. Respirar é um processo contínuo de vida e morte. Quando nascemos já começamos a morrer. Cada segundo que passa é um passo para perto da morte. E assim a vida segue, sendo inseparável da morte. Aí entram os aspectos espirituais que eu acredito e um tantão de outras coisas. Depois tentarei colar aqui um trecho de um texto de Osho que julgo ser interessante mas agora me falta tempo.
Eu só queria dizer aqui o quanto estou triste por ter ouvido o que minha mãe disse e,principalmente, por constatar a veracidade de suas palavras ao observar minha querida avó ficar cada dia mais fraquinha e ir deixando de andar.
Eu tento ,tento,tento mas não consigo imaginar que sua partida seria diferente de perder a metade de mim mesma.
Voinha, você é a pessoa que eu mais amo nessa vida,meu amor. E eu quero aproveitar os últimos anos ao teu lado. Muito.

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