quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pracinha,internato e boas estórias

* Colégio da Sagrada Família e Igreja de Casa Forte na época em que voinha estudou lá.


* a Igreja do bairro de Casa Forte e o colégio da Sagrada Família ao lado



*parte de uma das fachadas do Colégio da Sagrada Família, no bairro de Casa Forte. Logo ao lado direito da igrejinha ( e que não aparece na foto ) fica a igreja de Casa Forte, uma das mais tradicionais da cidade do Recife, coordenada pelo PE. Edvaldo ( muito querido pela paróquia )

*eu e voinha num momento de canibalismo na praça de Casa Forte

*voinha e sua irmã Janete ( comparsa na estória das cartas )




*ali logo atrás estão as duas igrejas e o colégio da Sagrada Família



Um dos lugares que ela mais gosta de ir para passearmos juntas é à praça de Casa Forte ( Recife,PE ). Lá nós sentamos para comer as empadas "santa massa" e depois caminhamos pelo primeiro jardim da praça ( projetado por Burle Max) , na altura da igreja de casa forte, que fica ao lado do colégio SAGRADA FAMÍLIA, onde ela estudou quando era pequena. Na verdade ela chegou até a ser interna do colégio que, na época, só tinha meninas.
Esse passeio sempre rende ótimas estórias!
Segundo seus relatos ela era uma aluna exemplar. Não por gostar de estudar porque nunca gostou mas por seu comportamento. Eu acredito! Voinha é muito calma e boazinha, sei que é verdade quando ela me diz que as freiras a adoravam e que ela não dava trabalho algum. Ao contrário da neta,claro ;)

O motivo para ser interna? Namorando voinho na época, aos 14 anos. Aí seus pais resolveram acabar com o namoro e a internaram lá. Pois é, olha eu aqui, neta dos dois, para provar que eles conseguiram driblar as intenções dos pais dela!

O mais engraçado era que as internas só podiam ir para casa um fim de semana por mês e se tivessem se comportado durante todo o tempo. Se eu tivesse sido interna e não tivesse sido expulsa provavelmente jamais teria o prazer de passar um fim de semana em casa ! ( risos )

Durante o tempo em que estava interna ela não recebia visitas do meu avô mas recebia cartas através de tia Janete e tia Julieta,minhas tias e irmãs dela, que usavam como desculpas o fato de precisarem conferir as medidas de voinha a fim de mandar fazer roupas na costureira. Aí levavam por debaixo de suas saias as cartas do meu avô e as respostas de minha avó.
Outro dia encontrei essas cartas e poesias em papéis bem amarelados e envelhecidos pelo tempo. A letra de voinho super difícil de entender mas me diverti com voinha traduzindo!
No internato a rotina era bem "interessante": tinha duas missas por dia, aprendiam latim e francÊs, dormiam em dormitórios imensos cheios de meninas, não podia ficar apenas duas moças a conversar pelos cantos ( era proíbido,assim como ainda o é em certos países do Oriente Médio ), o dia começava e terminava super cedo e as freiras supervisionavam tudo!
Ah, ela gosta de contar a história de uma freira que engravidou do jardineiro ! hahaha!
Pois, são muitas as histórias da época do internato.

No fim das contas, vendo que não teve jeito, seus pais a levaram para morar no interior. O resultado foi esse: ela casou com voinho de todo o jeito. Ele foi o único e primeiro namorado dela e tiveram cinco filhos e doze netos.

Outro dia eu a levei para visitarmos as freiras e o colégio e ,pasmem, tinha trÊs freiras de sua época ainda vivas a contar as histórias do internato. Ah, elas confirmaram que voinha era muito bem comportada;)





2 comentários:

  1. Boa noite, Aninha.
    Estudei - como interna - no Colégio da Sagrada Família. Velhos tempos...e bons tempos!
    Numa pesquisa no Google cheguei ao seu blog e tive a grata surpresa de ler este texto.
    Meus parabéns pelo texto e pela voinha também.
    Aí bateu saudades das "meninas", hoje voinhas.
    Como dica: a irmã Maria Auxiliadora era no meu tempo, digamos, a supervisora.
    Gostaria de saber o nome da sua voinha. Quem sabe não fomos amigas!!!!!
    Abraços

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